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A mostrar mensagens de outubro, 2010

Comentário à contra-proposta do PSD ao OGE2011

A proposta do governo é acima de tudo recessiva e aposta nas exportações para haver um ligeiro crescimento económico, uma vez que o IVA não afecta as exportações. O mesmo é dizer se a Alemanha crescer os 3% previstos podemos crescer uma décimas ... é a locomotiva a puxar os vagões com os motores gripados . A contra-proposta do PSD para o viabilizar procura não ser tão recessiva , com um menor aumento do IVA, com maiores preocupações sociais ao nível do cabaz de produtos básicos (impedindo certos produtos de irem para a taxa máxima, como o leite chocolatado, os óleos e as margarinas), aceitando o não pagamento dos abatimentos no próximo ano do IRS como contrapartida de títulos do Tesouro, a reembolsar em três anos. Ou seja, aposta num corte menor da procura interna ao nível do consumo e logo podermos ter maior crescimento se se confirmar o crescimento alemão. POr outro lado preocupa-se com os contratos intergeracionais , ao acabar com as parcerias público-privadas e grandes projecto...

Chumbar ou deixar passar o OGE?

Depois do que escrevi nos últimos postes sobre as medidas previstas nos PEC anteriores, agravadas pelo mais recente PEC (de Outubro) que continua a sacrificar os mesmos e a tomar medidas imediatas para responder à conjuntura sem que qualquer medida estrutural seja anunciada, ou seja continuamos a navegar à vista e reactivamente , o mais natural era haver uma defesa da reprovação do orçamento no dia 29 de Outubro, data prevista para a sua votação. Contudo, o impasse constitucional que não permite haver eleições a curto prazo e o agravamento da leitura dos mercados da situação portuguesa vêm condicionar a minha apreciação. Assim, deve haver negociação política para o orçamento passar tendo como contrapartida o acordar-se eleições para Maio. Assim , o governo não teria de fugir à sua responsabilidade na actual situação e prestaria contas ao eleitorado português no momento mais oportuno sem pôr em causa a passagem de um orçamento, mesmo que mau, para aplacar a ira dos mercados. Isto parece...