Regras cegas no euro.
Nas conferências do Estoril Stiglitz veio dizer que o euro estabelece regras cegas como a norma do défice não exceder os 3% do PIB . Disse mais, estas regras foram criadas por um outro motivo, se calhar teológico relacionado com a fé, que não o económico. De facto esta regra faz mais parte de um dogma do que da ciência económica. Na ciência económica reconhece-se até o efeito benéfico de um défice, desde que a conjuntura assim o exija, como no caso das situações de crise e mais ainda em ocasiões de crises acentuadas. Também se reconhece que os défices aumentam a dívida pública e que se esta atingir um certo patamar podemos ter uma crise de financiamento externo. Assim a teoria económica relativiza as situações em função do contexto, o que não é compatível com regras rígidas . Concluindo faz sentido fazer uma análise casuística em vez de haver normas rígidas e é este o caminho que se deve percorrer na reforma da arquitetura do Euro. Dito isto, importa reconhecer que os défices d...