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A mostrar mensagens de maio, 2017

Regras cegas no euro.

Nas conferências do Estoril Stiglitz veio dizer que o euro estabelece regras cegas como a norma do défice não exceder os 3% do PIB . Disse mais, estas regras foram criadas por um outro motivo, se calhar teológico relacionado  com a fé, que não o económico. De facto esta regra faz mais parte de um dogma do que da ciência económica. Na ciência económica reconhece-se até o efeito benéfico de um défice, desde que a conjuntura assim o exija, como no caso das situações de crise e mais ainda em ocasiões de crises acentuadas. Também se reconhece que os défices aumentam a dívida pública e que se esta atingir um certo patamar podemos ter uma crise de financiamento externo. Assim a teoria económica relativiza as situações em função do contexto, o que não é compatível com regras rígidas . Concluindo faz sentido fazer uma análise casuística em vez de haver normas rígidas e é este o caminho que se deve percorrer na reforma da arquitetura do Euro. Dito isto, importa reconhecer que os défices d...

As folgas depois da saída do défice excessivo

Portugal por proposta da Comissão está em vias de sair do défice excessivo , só faltando final a posição do conselho de ministros das finanças. Esta é uma boa notícia porque abre-se a possibilidade de haver folga orçamental para investimentos estratégicos , isto é, pode-se propor à comissão que um certo investimento seja considerado nessa folga orçamental. Esta possibilidade pode aplicar-se para 2018, para isso é preciso eleger-se um investimento, que na minha opinião não significa voltar-se aos velhos projetos megalómanos tipo TGV e novas pontes sobre o Tejo. Acho mesmo essencial a escolha desse projeto obedecer à aprovação de 2/3 da Assembleia da República, para que não regresse a febre das obras públicas. Na minha opinião deveria ser um projeto numa área de inovação tecnológica e centrado no desenvolvimento com impacto sobre a vida das pessoas. Como sabemos o país apresenta já um crescimento aceitável para 2017, falando-se já de 3% para o 2º trimestre. Estamos, pois, em condições...

Boas notícias no domínio da economia

No primeiro trimestre de 2017 a economia portuguesa cresceu 2.5% , sustentada pelas exportações e pelo investimento, portanto arrastada pelo que se considera ser o ideal, pelo seu efeito a mais longo prazo: aumentar a capacidade produtiva e conquistar mercados externos. Este crescimento traduz um clima de retorno da confiança , para o que no ano transato muito contribuiu a procura interna impulsionada pela subida do salário mínimo e outras reposições de rendimento. Este ano como já aqui previ (neste blog) a entrada em velocidade de cruzeiro dos fundos 2020, o investimento descolaria , como está a acontecer. A subida das e xportações traduzem o bom momento dos mercados externos ( a Europa também acelerou o seu crescimento) e confiança dos empresários , ou seja, o circulo virtuoso parece estar em marcha. O mérito desta situação é principalmente deste governo com a sua alteração de estratégica económica, sem contudo deixar de pugnar pelo equilíbrio das contas públicas, que são important...

Que problemas afetam a Europa?

A Europa apresenta problemas, o principal dos quais é não ser sentida pelas populações como parte da resolução dos seus anseio s, o que passaria por uma maior proximidade com os cidadãos em termos eleitorais, portanto, uma reforma política, por exemplo a eleição do presidente da comissão pelos cidadãos e transformar o controlo da comissão pelo parlamento e  pelo conselho, ou seja, um sistema bicamaralista, transformado o conselho numa espécie de senado, como nos EUA em que existe um senado representante dos estados e uma câmara representante das populações. Estas reformas permitiriam diluir os poderes atuais da Alemanha. Outro problema da Europa são os desequilíbrios nas relações económicas entre países , por exemplo os alemães com os seus excedentes estarem a sugar rendimentos a alguns outros países, na Europa e no Mundo. Ora este problema ganhou atualidade porque foi colocado na agenda pelo Trump, provando que os EUA o sentem, daí o amuo entre Trump e Merkel. Na Europa não temos...