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O mito do investimento nos mercados a longo prazo.

 Costuma-se dizer que um não profissional só deve investir na bolsa numa perspetiva de longo prazo, ignorando as oscilações bolsistas. Direi mais este é o argumento para atrair pequenos investidores à bolsa. Mas será esta perspetiva consistente. Julgo que a seguir à 2ª Grande Guerra pode ter nascido esta perspetiva que se concretizou. Mas, desde o choque petrolífero de 1973 que deixou de haver uma tendência de subida consistente nas bolsas a longo prazo, devido às várias crises. Sem ser exaustivo vejamos: o choque petrolífero dos anos 80, a crise do sub-prime, a crise das dívidas públicas do sul da Europa, a pandemia e agora as tarifas Trump.  Concluindo: deixem de atrair poupança das famílias para as bolsas com base numa perspetiva positiva de longo prazo, que deixou de existir desde a década de 70 do século passado. Investir na bolsa exige acompanhamento diário, senão pode haver perdas devastadoras...

Os desafios da europa

 A Europa começa a reagir ao atraso face aos EUA e China. O plano Draghi e as recentes medidas anunciadas ontem pela Von Der são uma reação bem vinda.  Por exemplo nos elétricos há 3 vetores de inovação: as baterias sólidas, os carregamentos sem fio e o uso da energia solar.  Neste último caso, da energia solar, a BMW aparece com uma inovação, uma tinta que capta energia solar. Enfim, um segmento da inovação que a Europa lidera.

O uso do petróleo como arma

 Sou adepto da economia sem empresas oligopolistas e monopolistas, porque a democracia será menos sequestrada pelo poder financeiro.  Mas isto é uma utopia, porque de facto a economia evoluiu para a concentração das empresas e portanto o setor económico aparece com capacidade de controlar ou condicionar o poder político. Os países produtores de petróleo viram esta realidade e criaram a OPEP, um cartel para controlar os preços. Foi uma forma de saírem do controlo das superpotências que lhes permitiu algum crescimento extra, ainda que limitado a um único setor.  Em relação à guerra da Ucrânia esta arma tem vindo a ser usada, com as sanções, pelo ocidente, de forma pouco eficiente. Mas há uma forma de usar esta arma de forma eficiente, limitando o uso das brechas, como a frota fantasma e os interesses de alguns países que só pensam em comprar mais barato (Índia, China, etc.): fazer baixar o preço de forma a limitar a capacidade financeira da Rússia. Trump apresentou ontem pe...