A segunda inspeção da troika
Decorreu esta semana a 2ª inspeção da troika e dela saíram duas decisões que me preocupam, a primeira a insistência no baixar dos salários e a segunda a cedência ao lobi dos bancos.
A minha posição é esta, depois dos desmandos dos últimos governos, principalmente dos de Sócrates, é inevitável um ajustamento e esse ajustamento terá de ser feito em plena guerra contra o euro, por quem não quer dividir o estatuto de moeda refugio internacional, que lhe permite emitir moeda sem causar problemas inflacionários na sua quinta, porque essa moeda é usada principalmente fora do país, pelo que temos fraca margem de manobra, logo numa conjuntura pouco favorável.
Depois, como já advoguei devemos esperar pela reestruturação da dívida, que não deve ser reivindicada, mas se oferecida deve ser logo aceite, aqui também não compreendo a posição do governo a não ser tendo já em perspetiva o calendário eleitoral, mas tal significa pôr o manter do poder acima dos interesses das populações.
Tudo isto torna difícil gerir a atual crise, mas o uso destes momentos difíceis para fazer passar modelos que visem impor medidas sem discussão pública e de forte cariz neoliberal terá a minha resistência. É o caso da ideia de reforçar o nosso papel de país de baixos salários quando nos derivamos posicionar em produtos de elevado valor acrescentado com alto valor tecnológico. Portanto esta imposição que hipotecará o nosso futuro por muitos anos terá de ser rejeitada. Algo do género já aconteceu durante as invasões francesas com os ingleses a ajudarem mas a destruir a nossa indústria têxtil nascente com argumentos de defesa do território...para nos especializarmos em vinho (do Porto) e assim perdemos décadas no caminho da nossa industrialização que foi tardia, o que explica parte do nosso atraso.
Por outro lado, continua-se a exigir sacrifícios aos trabalhadores mas a ceder a todas as exigências do capital, neste caso na ajuda aos bancos o Estado não se vai acautelar o seu investimento como estava previsto no diploma inicial que vai ser revisto para acomodar as tais cedências com o apoio da troika.
Decorreu esta semana a 2ª inspeção da troika e dela saíram duas decisões que me preocupam, a primeira a insistência no baixar dos salários e a segunda a cedência ao lobi dos bancos.
A minha posição é esta, depois dos desmandos dos últimos governos, principalmente dos de Sócrates, é inevitável um ajustamento e esse ajustamento terá de ser feito em plena guerra contra o euro, por quem não quer dividir o estatuto de moeda refugio internacional, que lhe permite emitir moeda sem causar problemas inflacionários na sua quinta, porque essa moeda é usada principalmente fora do país, pelo que temos fraca margem de manobra, logo numa conjuntura pouco favorável.
Depois, como já advoguei devemos esperar pela reestruturação da dívida, que não deve ser reivindicada, mas se oferecida deve ser logo aceite, aqui também não compreendo a posição do governo a não ser tendo já em perspetiva o calendário eleitoral, mas tal significa pôr o manter do poder acima dos interesses das populações.
Tudo isto torna difícil gerir a atual crise, mas o uso destes momentos difíceis para fazer passar modelos que visem impor medidas sem discussão pública e de forte cariz neoliberal terá a minha resistência. É o caso da ideia de reforçar o nosso papel de país de baixos salários quando nos derivamos posicionar em produtos de elevado valor acrescentado com alto valor tecnológico. Portanto esta imposição que hipotecará o nosso futuro por muitos anos terá de ser rejeitada. Algo do género já aconteceu durante as invasões francesas com os ingleses a ajudarem mas a destruir a nossa indústria têxtil nascente com argumentos de defesa do território...para nos especializarmos em vinho (do Porto) e assim perdemos décadas no caminho da nossa industrialização que foi tardia, o que explica parte do nosso atraso.
Por outro lado, continua-se a exigir sacrifícios aos trabalhadores mas a ceder a todas as exigências do capital, neste caso na ajuda aos bancos o Estado não se vai acautelar o seu investimento como estava previsto no diploma inicial que vai ser revisto para acomodar as tais cedências com o apoio da troika.
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